domingo, 25 de abril de 2010

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Cláudio Bersi de Souza, romancista catarinense
"Três romances dentro da mesma década - Um Beijo na Tempestade 1984; Uma luz na Solidão, 1988 e, agora, este Muralhas de Água - três histórias-arquipélago reclamam e proclamam a prova provada de que Cláudio Bersi de Souza escreve para uma larga fatia de leitores dispostas a consumir em um tema cada vez mais presente na Cultura de Santa Catarina: o açoriano das velhas raízes do século XVIII, migrante do mar-amargo, metido no "cerimonial" de um povoamento que se planta no litoral Sul-Atlântico Brasileiro para escapar aos terremotos da Fome de um arquipélago vulcânico, navegando entre os mares gelados de um Atlântico Norte para separar Portugal dos Estados Unidos.
Estes personagens deste Muralhas de Água constroem uma aventura-pergrinação fincada em valores que tomam como exemplo a sacralidade da Natureza e do Mar. E a História de cada um vai-se construindo na grande síntese de uma Nova Sociedade que se purifica, no Amor, no trabralo, no orgulho de ser Outro."
Texto de Celestino Sachet (UFSC)
Do prefácio de "Muralhas de Água", livro de Cláudio Bersi de Souza, Editora Paralelo 27, Florianópolis SC, 1992.

quinta-feira, 22 de abril de 2010


Tolentino Sant'Anna Neto

À primeira vista a arte de Tolentino Sant'Anna Neto sugere [visto o cromatismo que a reveste] um entrelaçar de tons em nuances primários: luz impregnada de um ar maritmo-campestre, casinhas à beira-mar, pescadores, crianças brincando pelas ruas, pelos quintais, voando como pandorgas; ao fundo moradias distantes pontuando o horizonte de relevo acentuado, a revelar a sensibilidade saudosista do artista e sua ‘visão-mundo’ do quadro social que no presente tempo o circunda. Na caracterização das personagens praieiras vê-se o traço original de um pintor interiorano nascido em Orleans, Santa Catarina, hoje morando na Capital, Florianópolis. São interpretações pictóricas, rememorações [da infância] da vida simples do povo do litoral, também dos que vivem mais para o interior, nas roças, nas fazendas não muito distantes do mar. Nas manifestações do cotidiano [universal] da aldeia-pólis, Tolentino apresenta sincretismos muitos, fazendo da cultura praieira catarinense coisa de grande respeito e admiração.

Pedro Bersi, outono de 2010.

Filme autoral "Voo Marginal", de Pedro Bersi



Em meu sobrevoo tímido o lapso é a voz, o tempo interior; fragmento e manhã. O dia é solar! Sentes o que é sonho? É tão real quanto deveras fosses: um filme sobreposto a outro [em imagens nítidas] em profusão infinita; ah, de rostos, de rostos... Assim é o eterno [ou o quase sempre o é]. (...) Meu voo é minha maneira de olhar lá do 'alto-dentro' o mundo que se arrasta no espaço-tempo de viver; vida que é estrada e sentimento, que passa e ressurge com mais e mais saudade. ("Diário de Voo")

Pedro Bersi, 20 de abril 2010

('Numa tarde inspirada de abril em uma praia do sul')